Apresentação

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

As cinco Ofensas e Blasfémias contra o Imaculado Coração de Maria

Por John Vennari

São cinco as espécies de ofensas e blasfémias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
1.      Blasfémias contra a Imaculada Conceição;
2.      Blasfémias contra a Sua (Perpétua) Virgindade;
3.      Blasfémias contra a Sua Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos Homens;
4.      As blasfémias daqueles que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo ou até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5.      As ofensas daqueles que A ultrajam directamente nas Suas sagradas imagens.»
Então, a nossa Mãe Santíssima diz a Lúcia:
«Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, faz por Me consolar, e diz que a todos aqueles que, durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação...»

1) Blasfémias contra a Imaculada Conceição;                                                                                
A maioria dos Protestantes, bem como maioria dos Ortodoxos da Igreja do Oriente, não acreditam na Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Nem, evidentemente, os Judeus, os Muçulmanos, os Hindus, os Budistas, os maçons, os comunistas, os socialistas, os humanistas seculares, e tantos outros. 

 2) Blasfémias contra a Sua Perpétua Virgindade;  
 Isto também diz respeito à maior parte dos Protestantes, e aos Judeus, Muçulmanos, Hindus, Budistas, a grande maioria dos quais não acredita na Perpétua Virgindade de Nossa Senhora. E, para dizer a verdade, também hoje muitos Católicos não acreditam na Sua Perpétua Virgindade.  

3) Blasfémias contra a Sua Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos Homens; 
 Como sabemos, tanto os Muçulmanos, como os Judeus, Hindus e Budistas rejeitam esta doutrina, especialmente por não acreditarem que Jesus Cristo é Deus. E Nosso Senhor avisou: «Ninguém vem ao Pai senão por Mim.»

 4) As blasfémias daqueles que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo ou até o ódio para com esta Imaculada Mãe;    
 E de novo é esta a situação dos Protestantes, Judeus, Muçulmanos, Hindus, Budistas, e de muitas outras falsas religiões. Os membros destas religiões ensinam os seus filhos a não ligarem importância a Nossa Senhora nem ao Seu Imaculado Coração. Repare-se ainda que não se trata de coisa insignificante aos olhos de Nosso Senhor. Ele chama a isso blasfémia, e apela aos Católicos para que se ajoelhem e façam reparação por estes grandes pecados – que são espinhos cravados no Coração Imaculado de Nossa Senhora.

5) As ofensas daqueles que A ultrajam directamente nas Suas sagradas imagens;       
 Isto diz respeito àqueles que, na realidade, chegaram ao ponto de destruir as Suas imagens ou de troçar delas, ou àqueles Protestantes que acusam os Católicos de idolatria, por terem imagens de Nossa Senhora em lugar de honra nas suas casas.  
  



Fonte: Artigo "Uma Visão de Mundo Baseada em Fátima" retirado do site http://old.fatima.org/ de um discurso proferido em Outubro de 1999, na Conferência sobre Fátima para a Paz no Mundo em 2000.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Sofrimento que salva - Parte 2

Para dar exemplos de pequenos gestos que podemos oferecer a Deus para conversão dos pecadores, colocarei um trecho de vida, de uma curta vida que aprendeu a ajudar os outros com seu sofrimento e encontrou a Vida Eterna. Trata-se aqui do caso comovente de uma criança* que ofereceu minimamente aquilo que podia, carregando a Cruz a que podia carregar. Cada um deve fazer o mesmo, segurar a própria Cruz e abraçá-la, que não é maior que aquilo que podemos suportar. Cada um tem a sua Cruz!


"Na Cruz de Cristo, na união redentora com Ele, no aparente fracasso do Homem justo que sofre e com o seu sacrificio salva a humanidade, no valor de eternidade desse sofrimento está a resposta. Voltai o olhar para Ele, para a Igreja e para o mundo, e elevai o vosso sofrimento completando nele, hoje, o mistério salvífico da sua cruz (João Paulo II, Saragoça, 06.11.1982)"






"Passavam assim os dias da Jacinta, quando Nosso Senhor
mandou a pneumónica, que a prostrou em cama, com seu Irmãozinho
 Nas vésperas de adoecer dizia:
– Dói-me tanto a cabeça e tenho tanta sede! Mas não quero
beber, para sofrer pelos pecadores.

Quando eu(Lucia) ia primeiro ao quarto dela, dizia:
Jacinta– Agora vai ver o Francisco; eu faço o sacrifício de ficar aqui
sozinha.
Um dia, sua mãe levou-lhe uma xícara de leite e disse-lhe que
o tomasse.
Jacinta– Não quero, minha mãe – respondeu, afastando com a mãozinha
a xícara.
Minha tia ateimou um pouco e depois retirou-se, dizendo:
– Não sei como Ihe hei-de fazer tomar alguma coisa, com tanto
fastio!
Logo que ficámos sós, perguntei-lhe:
Lúcia– Como desobedeces assim a tua mãe e não ofereces este
sacrifício a Nosso Senhor?
Ao ouvir isto, deixou cair algumas lágrimas, que eu tive a felicidade
de limpar, e disse:
Jacinta– Agora não me lembrei!
E chama pela mãe, pede-lhe perdão que toma tudo quanto ela
quiser. A mãe traz-lhe a xícara do leite; toma-o sem mostrar a mais
leve repugnância. Depois, diz-me:
– Se tu soubesses quanto me custou a tomar!
Em outra ocasião, disse-me:
– Cada vez me custa mais a tomar o leite e os caldos; mas
não digo nada. Tomo tudo por amor de Nosso Senhor e do
Imaculado Coração de Maria, nossa Mãezinha do Céu.

Perguntei-lhe um dia:
Lucia– Estás melhor?
Jacinta– Já sabes que não melhoro.
E acrescentou:
– Tenho tantas dores no peito! Mas não digo nada; sofro pela
conversão dos pecadores.
Quando, um dia, cheguei junto dela, perguntou-me:
Jacinta– Já fizeste hoje muitos sacrifícios? Eu fiz muitos. Minha mãe
foi-se embora e eu quis ir muitas vezes visitar o Francisco e não fui.

Visita de Nossa Senhora

Recuperou, no entanto, algumas melhoras. Pôde ainda levantar-
se e passava, então, os dias sentada na cama do irmãozinho.
Um dia mandou-me chamar: que fosse junto dela depressa.
Lá fui, correndo.
Jacinta– Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco
muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria
ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Disse-me que
ia para um hospital, que lá sofreria muito; que sofresse pela conversão
dos pecadores, em reparação dos pecados contra o
Imaculado Coração de Maria e por amor de Jesus. Perguntei se tu(Lucia)
ias comigo. Disse que não. Isto é o que me custa mais. Disse que ia
minha mãe levar-me e, depois, fico lá sozinha!
Depois, ficou algum tempo pensativa. Depois, acrescentou:
Jacinta– Se tu(Lucia) fosses comigo! O que mais me custa é ir sem ti. Se
calhar, o hospital é uma casa muito escura, onde não se vê nada;
e eu estou ali a sofrer sozinha! Mas não importa, sofro por amor de
Nosso Senhor, para reparar o Imaculado Coração de Maria, pela
conversão dos pecadores e pelo Santo Padre.
Quando chegou o momento de seu irmãozinho partir para o
Céu (21), ela fez as suas recomendações:
Jacinta– Dá muitas saudades minhas a Nosso Senhor e a Nossa
Senhora e diz-Lhes que sofro tudo quanto Eles quiserem, para
converter os pecadores e reparar o Imaculado Coração de Maria.
Sofreu muito com a morte do irmão. Ficava por muito tempo
pensativa; e se se Ihe perguntava no que estava a pensar, respondia:
– No Francisco. Quem me dera vê-lo!
E os olhos arrasavam-se-lhe de lágrimas.
Um dia, disse-lhe:
Lucia– A ti já te falta pouco para ires para o Céu; mas eu!
Jacinta– Coitadinha! Não chores. Lá, hei-de pedir muito, muito, por ti.
Tu, é Nossa Senhora que quer assim. Se me quisesse a mim, ficava
contente, para sofrer mais pelos pecadores.

No hospital de Ourém
Chegou também o dia de ir para o hospital (22), onde, na verdade,
teve muito que sofrer. Quando a mãe a foi visitar, perguntou-
-lhe se queria alguma coisa. Disse-lhe que queria ver-me(Lucia). Minha
tia, ainda que com inúmeros sacrifícios, lá me levou, logo que pôde
voltar. Logo que me viu, abraçou-me com alegria e pediu à mãe
que me deixasse ficar e fosse a fazer compras. Perguntei-lhe, então,
se sofria muito.
Jacinta– Sofro, sim; mas ofereço tudo pelos pecadores e para reparar
o Imaculado Coração de Maria.
Depois falou com entusiasmo de Nosso Senhor e de Nossa
Senhora e dizia:
– Gosto tanto de sofrer por Seu amor! Para dar-Lhes gosto! Eles
gostam muito de quem sofre para converter os pecadores.

Novas visitas de Nossa Senhora

De novo a Santíssima Virgem se dignou visitar a Jacinta, para
Ihe anunciar novas cruzes e sacrifícios. Deu-me a notícia e dizia-
-me:
Jacinta– Disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não
te torno a ver, nem os meus pais; que, depois de sofrer muito,
morro sozinha, mas que não tenha medo; que me vai lá Ela a buscar
para o Céu.
E chorando, abraçava-me e dizia:
– Nunca mais te torno a ver. Tu lá não me vais a visitar. Olha,
reza muito por mim, que morro sozinha.
Até que chegou o dia de ir para Lisboa, sofreu horrivelmente!
Abraçava-se a mim e dizia, chorando:
– Nunca mais te hei-de tornar a ver?! Nem a minha mãe, nem
os meus irmãos, nem o meu pai?! Nunca mais hei-de ver ninguém?!
E depois morro sozinha!
Lúcia– Não penses nisso – Ihe disse um dia.
Jacinta– Deixa-me pensar, porque, quanto mais penso, mais sofro; e
eu quero sofrer por amor de Nosso Senhor e pelos pecadores. E
depois não me importo! Nossa Senhora vai-me lá a buscar para o
Céu.
Às vezes beijava um crucifixo e, abraçando-o, dizia:
– Ó meu Jesus, eu Vos amo e quero sofrer muito por Vosso
amor.
Outras vezes dizia:
– Ó Jesus, agora podes converter muitos pecadores, porque
este sacrifício é muito grande!
Perguntava-me, às vezes:
– E vou morrer sem receber a Jesus escondido(Hóstia)? Se m’O levasse
Nossa Senhora, quando me for a buscar!...

Perguntei-lhe uma vez:
Lucia– Que vais a fazer no Céu?
Jacinta– Vou amar muito a Jesus, o Imaculado Coração de Maria,
pedir muito por ti, pelos pecadores, pelo Santo Padre, pelos meus
pais e irmãos e por todas essas pessoas que me têm pedido para
pedir por elas.

Quando a mãe se mostrava triste por a ver tão doentinha dizia:
– Não se aflija, minha Mãe: vou para o Céu. Lá hei-de pedir
muito por si.
Outras vezes, dizia:
– Não chore, eu estou bem.
Se Ihe perguntavam se precisava de alguma coisa, dizia:
– Muito obrigada, não preciso nada.
Quando se retiravam, dizia:
–Tenho muita sede, mas não quero beber; ofereço a Jesus
pelos pecadores.
Um dia que minha tia me fazia algumas perguntas, chamou-me
e disse-me:
– Não quero que digas a ninguém que eu sofro; nem à minha
mãe, porque não quero que se aflija.

Um dia, encontrei-a abraçando uma estampa de Nossa Senhora
e a dizer:
– Ó minha Mãezinha do Céu, então eu hei-de morrer sozinha?
A pobre criança parecia assustar-se com a ideia de morrer
sozinha. Para a animar, dizia-lhe:
Lucia Que te importa morrer sozinha, se Nossa Senhora te vai a
buscar?
Jacinta– É verdade! Não me importa nada. Mas não sei como é; às
vezes não me lembro que Ela me vai a buscar, só me lembro que
morro sem tu(Lucia) estares ao pé de mim.

(Trata-se do diálogo entre Lúcia e Jacinta do livro "Memórias de Irmã Lúcia I"
Jacinta tinha 10 anos e Lúcia 13)
Jacinta, ao sete anos.

O Sofrimento que salva - Parte 1

Há que se compreender o valor salvífico que há para Deus no sofrimento de cada um. O sofrimento é para Deus uma forma de purificar uma pessoa das manchas dos pecados. À princípio se sofre para purificar a si, como penitencia dos próprios pecados, isto é, cumprir a justiça Divina. Com isso, obtem-se pouco a pouco a santificação.
Em termos quantitativos, com a penitencia se sai do saldo negativo de ofensas a Deus para não ir ao Inferno. Não devendo nada, ja´é suficiente para não cair na morte eterna. Além disso, é preciso acumular graças (saldo positivo) para subir ao Céu. Quem morre, salvo do Inferno por uma lasquinha de misericórdia Divina, se encontra no Purgatório. Uma Alma vai ao Purgatório para purificar-se de toda mancha do pecado, mas não pode obter graças para si, que é justamento o que precisa para subir ao Céu.

Somente os vivos e os Santos no Céu podem interceder pelas Almas do Purgatório, isto é, num ato de Amor,  pode-se obter graças por outro. No caso das almas do purgatório, elas só saem de lá depois que tiverem pago todas as penas na quantidade de tempo determinada por Deus. Os vivos e os Santos podem fazer coisas e oferecerem às almas e Deus as distribuem saldando a divida daquelas que mais precisarem.

Desta  forma, suas penas são reduzidas ou sanadas por outros. Porém, a graça é obtida tanto no sofrimento quanto na alegria. Um sorriso com amor, num ato de caridade ou bondade, aos olhos do Bom Pai pode ser um imenso ato de amor e fonte de graças para quem o faz. As graças deste sorriso podem ser oferecidas tambem as almas. Na misericordia e justiça Divina nada passa despercebido. Tudo é contabilizado.Entre outras coisas também, missas podem ser celebradas para as almas, jejuns, orações e gestos de caridade.

Explico tudo isso, para explicar de que maneira podemos participar na salvação de toda a humanidade, principalmente dos mais pecadores. Da mesma forma que ocorre com as almas do purgatório, somente por Divina Misericórdia, podemos acumular graças salvificas para os pecadores. O que mais agrada a Deus é o sofrimento, nos méritos do enorme e maior sofrimento que já existiu por amor, a Paixão de Cristo. É na união do sofrimento humano com a união ao sofrimento de Jesus Cristo que obtemos grande graça do perdão e misericórdia divina: a Salvação de nossas almas. Assim Jesus fez por nós, se ofereceu em sacrificio de seu sofrimento por nós, pagou por nossas penas, fez a maior penitencia. E foi tão cheia de graças que serviria para salvar toda a humanidade, se esta quisesse.E como se não bastasse isso, Ele se oferece novamente em todas as Missas que são Celebradas em todos os lugares no mundo inteiro (na Eucaristia).
 Ele é novamente levado ao Calvario e oferecido em Sacrificio a  Deus por nós.


Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo!

"Lembrai-vos que fostes despojado de Vossas vestes e revestido com as vestes da irrisão, que Vos velaram os olhos e a face, que Vos deram bofetadas, que Vos coroaram de espinhos, que Vos puseram uma cana na mão e que, atado a uma coluna, fostes despedaçado por golpes e acabrunhado de afrontas e ultrajes"(Oração de Santa Brigida)
 E isto, não é algo que a Ciencia ou intelectuais possam compreender. Isto é um Misterio Divino. E ponto final. Entenderemos na outra vida esta forma de aliança que tanto agrada a Deus: sacrificar-se pelos outros.
Cada um de nós é convidado a se sacrificar pelo irmão, por aqueles que não crêem e que não amam. Por Àqueles que cospem na face de Deus que o maldizem, assim como fizeram com Jesus na Cruz e em toda a sua Paixão. Nós podemos também nos sacrificar com Cristo, oferecendo nossos sofrimentos pelos outros aliando-nos a Sua Cruz Salvifica!!

"Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos"
perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não
Vos amam.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dulcíssima Virgem Maria adornada com uma coroa e outros adornos de extraordinária beleza

A esposa (Santa Brígida) viu a Rainha dos Céus, a Mãe de Deus, usando uma preciosa e radiante coroa sobre sua cabeça, com seu cabelo extraordinariamente belo e solto sobre seus ombros, uma túnica dourada com lampejos de um brilho indescritível e um manto azul de um Céu claro e calmo. Estando a esposa tomada de amor ante esta maravilhosa visão e mantendo-se em seu encantamento como sobressaltada de gozo interior, apareceu-lhe o bendito


São João Batista e lhe disse: “Preste muita atenção ao que tudo isso significa. A coroa representa que ela é a Rainha, Senhora e Mãe do Reino dos Anjos. Seu cabelo solto indica que é uma virgem pura e imaculada.

O manto da cor do céu quer dizer que ela está morta a tudo o que é temporal. A túnica dourada significa que ela esteve ardente e inflamada no amor de Deus, tanto internamente como em seu exterior.

Seu Filho colocou sete lírios em sua coroa e, entre eles, sete pedras preciosas. O primeiro lírio é sua humildade; o segundo, o temor; o terceiro, a obediência; o quarto, a paciência; o quinto, a firmeza; o sexto, a mansidão, pois ela amavelmente dá a todos o que lhe pedem; o sétimo é sua misericórdia nas necessidades, pois, em qualquer contrariedade em que se encontre um ser humano, se a invocar com todo seu coração, será resgatado.

Entre estes lírios resplandecentes, seu Filho colocou sete pedras preciosas.
A primeira é sua extraordinária virtude, pois não existe virtude em nenhum outro espírito nem em nenhum outro corpo que ela não possua com maior excelência. A segunda pedra preciosa é sua perfeita pureza, pois a Rainha dos Céus é tão pura que nem uma só mancha de pecado nunca foi encontrada nela desde o princípio quando veio ao mundo pela primeira vez até o dia de sua morte. Todos os demônios juntos não poderiam encontrar nela nem a mínima impureza que coubesse na cabeça de um alfinete. Ela foi verdadeiramente pura, pois o Rei da Glória não poderia ter estado senão na mais pura e limpa, no vaso mais seleto entre os seres humanos.

A terceira pedra preciosa foi sua beleza, para que Deus seja  constantemente louvado pela beleza de sua Mãe. Sua beleza enche de gozo os Santos Anjos e todas as almas santas. A quarta pedra preciosa da coroa da Virgem Mãe é sua sabedoria, pois ela foi agraciada com toda a divina sabedoria em Deus e, graças a ela, toda sabedoria se completa e se aperfeiçoa. A quinta pedra é o poder, pois ela é tão poderosa diante de Deus que pode esmagar qualquer coisa que foi feita ou criada. A sexta pedra preciosa é sua radiante claridade, pois ela resplandece tão clara que projeta luz sobre os Anjos, cujos olhos brilham mais claros que a luz e os demônios não se atrevem nem a olhar o brilho de sua claridade. A sétima pedra preciosa é a plenitude de todo deleite e doçura espiritual, porque sua plenitude é tal que não há gozo que nela não seja incrementado, nem deleite que não se faça mais pleno e perfeito por ela e pela bendita visão que alguém possa ter dela, pois está cheia e repleta de graças, mais que  todos os santos.

Ela é o vaso puro onde descansa o pão dos Anjos e é nele que se encontra toda doçura e beleza. Estas são as sete pedras preciosas que seu Filho colocou entre os sete lírios de sua coroa. Por isso, como esposa de seu Filho, dá-lhe honra e louvores com todo teu coração, pois Ela é verdadeiramente digna de toda honra e louvor!”


Fonte: Revelações À Santa Brígida






quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sofrimento, santidade e a Cruz de cada um

O Rosário com João Paulo II. Conferência Episcopal Portuguesa,
Fátima - Portugal, p 36-41

Somente a fé nos pode dar a coragem e a força. Aceite na fé. Todo o sofrimento humano pode tornar-se em participação pessoal na oferta salvifica de Cristo que sofreu pelos pecados dos homens, O próprio Cristo continua assim a sua paixão no  homem que sofre (Suiça, 16/06/1984)

O sofrimento é o caminho obrigatório para salvação e santificação.  Para sermos santos, podemos abdicar ou daquele carisma, desta  ou daquela aptidão especial: mas não se pode dispensar o sofrimento. Sofrer é um ingrediente necessário à santidade. Como o amor. De facto, o amor que Cristo nos ensina e que Ele viveu primeiro, dando-nos exemplo, é um amor... que expia e salva através do sofrimento.

O amor dá sentido e torna aceitavel o sofrimento. Pode haver amor sem sofrimento. Mas o sofrimento sem amor não tem sentido. Com o amor, aceite como Cristo o aceitou, o sofrimento adquire um valor inestimável. (Luxemburgo, 15/05/1985).
Vós que viveis sob a proteção, que vos defrontais com o  problema da limitação, do sofrimento e da solidão interior diante dele.Não deixeis de dar um sentido a essa situação. Na cruz de Cristo, na união redentora com Ele, no aparente fracasso do Homem justo que sofre e com o seu sacrificio salva a humanidade, no valor de eternidade desse sofrimento  está a resposta.


Na escola do Verbo encarnado, compreendemos que é sabedoria divina aceitar com amor a cruz: a cruz da humildade da razão diante do Mistério: a cruz da vontade  na prática fiel de toda a lei moral, natural e revelada: a cruz do proprio dever, as vezes pesado e pouco gratificante: a cruz da paciencia na doença e nas dificuldades de todos os dias: a cruz do empenho constante, para responder à própria vocação; a cruz da luta contra as  paixões e as insídias do mal.
(Roma, 15/09/1991)
"Os cristãos que vivem em situação de doença, dor e velhice  não são convidados por Deus apenas a unir a sua dor á Paixão de Cristo, mas também a receber desde já em si mesmos e a transmitir aos outros a força da renovação e a alegria de Cristo ressuscitado. " (Christifideles Laici, 53)
À medida que o homem toma a sua cruz, unindo-se  espiritualmente à Cruz de Cristo, vai-se-lhe manifestando  mais o sentido salvífico do sofrimento. (Salvifici doloris, 26)


Para aqueles que têm fé, a Cruz já não é um instrumento de medo e de morte, mas um símbolo de vida e de paz. Somos chamados a levar a Cruz todos os dias, porque "Deus nos ensinará os seus caminhos, e andaremos pelas suas veredas", segundo a visão do Profetas Miqueias (Miq 4,2). Ao mesmo tempo, reconhecemos que os planos de Deus não  são os nossos planos, os seus caminhos não são os nossos  caminhos (cf. Is 55,8). A cruz recorda-nos a necessidade da nossa conversão, a necessidade de sairmos do pecado e de cremos no Evangelho. (Botswana, 13/09/1988)

A cruz é o caminho, o  caminho da vida quotidiana. Cruz é  palavra salvífica, pela qual o Filho de Deus manifesta a cada homem a verdade total sobre si mesmo e sobre a própria vocação. Manifesta esta verdade a todo o homem e a toda  a mulher, e de modo particular àqueles que vivem no sofrimento. (Roma, 05/04/1993).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fé e confiança em Deus

Deixar que Ele  providencie é ajoelhar-se diante de sua Grandeza,  é dizer: Pai, cuida de mim, pois só vós és tudo que necessito para viver. Confio em vós e entrego minha vida.





A falta de fé em Deus tem levado o homen a construir mil formas de se afastar da Divina providência. Por isso, ele constrói meios de  se sentir seguro no mundo. O homem busca o controle e busca ser conhecedor de todas as coisas por contra própria.


Não há limite em seu horizonte. Mal sabe ele que, mesmo não  acreditando em Deus, é Ele quem lhe dá a fonte de todas as coisas, é Ele que permite que respiramos, são Dele as fontes  de todas as matérias primas, que só porque Ele o quer, as coisas o são.


O homem, muitas vezes, se pergunta “Onde está Deus que  permite que catástrofes aconteçam?”, “Onde está Deus que não faz nada para acabar com a fome no mundo?”.





     E então, passa a desacreditar num Poder Divino que não zela pelos filhos, que não está presente e não muda o rumo das coisas. Deus pode nos dar tudo, impedir infinitas catástrofes, alimentar a humanidade inteira eternamente, mas esta não é a  forma de Deus se manifestar e resolver os problemas do homem.

     A nossa ignorância é infinita perto da Sabedoria de Deus. Não  podemos compreender esta forma de agir, pois somos muito  limitados e não queremos enxergar, nem sequer  paramos para  escutar uns aos outros.


Nosso Pai é Deus ofendido por todas as barbaridades que cometemos contra nossos irmãos, por todos os mal julgamentos que lhe dirigimos. Ofendemos Deus diariamente modificando as coisas belas que ele nos deu. Podemos fazer uma lista, mas Deus não quer que julguemos mal uns aos outros, pois só Ele conhece cada um de nossos corações e só ele pode ser verdadeiramente justo. Se Deus julgasse os homens como nós o julgamos e a nós mesmos, estaríamos perdidos.

Temos muito o que aprender. Começando por abaixar a cabeça  diante do Criador. Quando falo isso, as pessoas sentem uma  pequena objeção dentro de si sobre baixar a cabeça. Ninguém  quer se submeter a ninguém. A sociedade Ocidental aprendeu historicamente e socialmente a questionar, quebrar regras diante de um passado cheio de ditaduras. E de fato ninguém tem o direito de podar a liberdade do outro. Somos todos iguais perante Deus, mas reverenciá-lo é uma questão de respeito e de amor, nunca uma ditadura.

domingo, 3 de outubro de 2010

Revelações à Santa Brígida

Como a esposa viu um santo falando com Deus sobre  uma mulher que havia sido terrivelmente afligida pelo demônio e que depois se converteu graças às orações da gloriosa Virgem.


LIVRO 1 - CAPÍTULO 1
A esposa viu que um dos santos dizia a  Deus: “Porque o demônio está afligindo  a alma desta mulher que tu redimiste com teu sangue? O demônio contestou de imediato dizendo: “Porque é minha por direito.” E o senhor disse: ”Com que direito é tua?”O demônio lhe respondeu: ”Há – disse – dois caminhos.

 Um que conduz ao Céu e outro ao inferno. Quando ela se viu frente a esses dois caminhos, sua consciência e razão lhe disseram que escolhesse meu caminho. Como tinha livre vontade para escolher o caminho de seu agrado, pensou que seria mais vantajoso dirigir sua vontade para o pecado, e assim, começou a caminhar por minha trilha.

Depois, a enganei com três vícios: a gula, a cobiça pelo dinheiro e a luxúria. Agora habito em seu ventre e em sua natureza. Tenho-a presa por cinco mãos. Com uma mão lhe fecho os olhos para que nãoveja  coisas espirituais. Com a segunda, sujeito  suas mãos de forma que não possa fazer  nenhuma boa obra. Com a terceira lhe sustenho os pés, de maneira que não caminhe para a bondade.

 "Com a quarta,  sujeito seu intelecto para que não se envergonhe de pecar e, com a quinta lhe prendo o coração para que não sinta contrição”.

A bendita Virgem Maria disse então a seu Filho: ”Filho meu, faça com que ele diga a verdade sobre o que eu quero lhe perguntar.” O Filho respondeu: "Tu és minha Mãe, és a Rainha do Céu, és a Mãe da misericórdia, o consolo das almas  do purgatório, a alegria dos que peregrinam pelo mundo. És a Soberana dos anjos, a criatura mais excelente diante de Deus. Também és Soberana sobre o demônio. Ordena tu mesma a este demônio, Mãe, e ele te dirá o que quiseres”.

A bendita Virgem perguntou então ao demônio: "Diga-me, Satanás, que intenção tinha aquela mulher antes de entrar na Igreja”? Satanás lhe respondeu: ”Tomou a resolução de não voltar a pecar”.
E a Virgem Maria lhe disse: "Embora sua intenção anterior a conduzisse ao inferno, diga-me, em que direção aponta sua atual intenção de afastar-se do  pecado?” O demônio lhe respondeu com raiva:"A intenção de abster-se de pecar a conduz para o Céu”.

A Virgem Maria disse: ”Como tu entendeste que era teu direito afastá-la do caminho da Santa Igreja devido a sua intenção anterior, agora é questão de justiça que deve ser conduzida de volta a Igreja, dada sua presente intenção. Agora demônio, vou te fazer outra pergunta: Diga-me, que intenção tem em seu atual estado de consciência?”

O demônio lhe respondeu: ”Em sua mente está terrivelmente contrita e arrependida, chora por tudo o que fez. Decidiu nunca mais cometer pecados semelhantes e emendar-se em  tudo o que possa”. A Virgem, então, perguntou ao demônio: ”Poderia dizer-me se os três pecados de luxúria, gula e cobiça podem existir em um  coração junto às suas três boas resoluções de contrição, arrependimento e propósito de emenda?” O demônio respondeu: ”Não”.

E a bendita Virgem disse: ”Me dirás então,  quais têm que retroceder e sair de seu coração, as três virtudes ou os três vícios, que, segundo tu, não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo  tempo?” O demônio replicou: ”Digo que os pecados”. E a Virgem falou: ”O caminho do inferno está então fechado para ela e o caminho do Céu está aberto”.

De novo, a bendita Virgem  Maria inquiriu ao demônio: ”Diga-me  se um  ladrão arrombar as portas da esposa e quiser violá-la, que teria que fazer o Esposo?” Satanás  respondeu:”

Se o Esposo é bom e valente, deve defendê-la arriscando sua vida por ela.” Então, a Virgem disse: “Tu és o ladrão malvado. Esta alma é a esposa de meu Filho, que a redimiu com seu próprio sangue. Tu a corrompeste e a atacaste à força.Portanto, e posto que meu Filho é o Esposo de sua alma e Senhor sobre ti, retira-te de sua presença”.